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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Eclipse solar total: saiba detalhes do maior fenômeno astronômico de dezembro de 2021

Legenda: Enquanto o eclipse lunar é visto por todo mundo que está do lado noturno da Terra, o eclipse solar só é visto por uma pequena porção que está no lado diurno do planeta. Foto: Shutterstock.

Infelizmente, o eclipse solar só é visto por uma pequena porção que está no lado diurno do planeta. O maior fenômeno astronômico de dezembro de 2021 está marcado para acontecer neste sábado (4). O eclipse solar total ocorre quando a Lua se posiciona sobre a Terra e o Sol fazendo "o dia virar noite" em parte do planeta durante um intervalo de tempo limitado do dia.

De acordo com o professor de Astronomia do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará, tenente Romário Fernandes, a Lua passará perfeitamente alinhada com a Terra e com o Sol. No entanto, o evento não terá como ser visto por muitas pessoas do planeta.

Isso porque, segundo o professor de Astronomia, como a Lua é muito menor do que a Terra, a sombra que ela projeta no planeta – o que causa o eclipse solar – sempre é em uma área geográfica extremamente restrita.

"Enquanto o eclipse lunar é visto por todo mundo que está do lado noturno da Terra, o eclipse solar só é visto por uma pequena porção que está no lado diurno do planeta, um conjunto de regiões muito limitado onde a sombra da Lua se projeta durante o eclipse solar. Isso só vai poder ser visto no Círculo Polar Antártico, ou seja, no sul da Terra", afirma o tenente.

ECLIPSES SOLARES VISTOS DO CEARÁ  Também conforme Romário Fernandes, o último eclipse solar parcial visível no Ceará foi em agosto de 2017, quando o Sol ficou encoberto em 40%. Já o último eclipse solar total visto do Estado foi em janeiro de 1944.

Em abril de 1995, ocorreu no Ceará um eclipse solar anular, quando ela está mais afastada do planeta, o que faz ela ficar menor. "Ela não consegue cobrir totalmente o Sol, e ele fica com um anel luminoso em torno da Lua", diz.

ESTADO TERÁ ECLIPSE ANULAR EM 2023 - O professor de Astronomia acrescenta que o Ceará terá um eclipse solar anular em 14 de outubro de 2023, que poderá ser visto de algumas cidades do interior do Estado. 

A melhor observação, complementa o tenente, será em Tauá, no Sertão dos Inhamuns e em outros 36 municípios (veja lista abaixo).

Em Fortaleza, terá somente eclipse solar parcial. Um eclipse solar total poderá ser visto da capital cearense em 12 de agosto de 2045.

ONDE O FENÔMENO ASTRONÔMICO DE 2023 SERÁ NOTADO EM:

1. Abaiara, 2. Acopiara, 3. Araripe, 4. Assaré, 5. Aiuaba, 6. Aurora, 7. Barro, 8. Brejo Santo, 9. Campos Sales, 10. Caririaçu, 11. Catarina, 12. Cedro, 13. Farias Brito, 14. Icó, 15. Iguatu, 16. Iracema, 17. Jaguaribe, 18. Jardim, 19. Jucás, 20. Lavras da Mangabeira, 21. Mauriti, 22. Milagres, 23. Mombaça, 24. Nova Olinda, 25. Orós, 26. Parambu, 27. Pereiro, 28. Piquet Carneiro, 29. Porteiras, 30. Potengi, 31. Quixelô, 32. Saboeiro, 33. Salitre, 34. Santana do Cariri, 35. Solonópole, 36. Tauá, 37. Várzea Alegre. Por Redação, DN.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Índice médio de vacinação de populações quilombolas no Ceará é de 95%

Escrito por Honório Barbosa, regiao@svm.com.br 07:00 / 12 de Outubro de 2021.

Resultado é considerado excelente para o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Consems)

Legenda: Os quilombolas estão entre os grupos prioritários constantes desde o início da campanha nacional de imunização. Foto: Divulgação Vacinação de quilombolas

Seis meses depois do início da imunização dos quilombolas, o índice médio de população vacinada é de 95% - incluindo dose única, primeira e segunda doses. Os dados são do mapa de distribuição e aplicação de vacinas por municípios da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

Os dados revelam ainda que cinco cidades, no Ceará, não alcançaram 80% da meta definida para segunda dose e 17 municípios conseguiram imunizar 100% ou mais do público alvo.  

Os quilombolas estão entre os grupos prioritários constantes desde o início da campanha nacional de imunização.

O bom número alcançado é resultado do avanço da vacinação contra a Covid-19, o que resulta na queda do número de casos e de pessoas internadas.

15 MIL QUILOMBOLAS EM 86 COMUNIDADES

De acordo com a Coordenação Estadual dos Quilombolas no Ceará (Cequirce), há cerca de 15 mil quilombolas em 86 comunidades rurais no Estado. Já o número de cidades com a presença de população quilombola é de 44, segundo a Sesa, totalizando 14.781 pessoas.

Legenda: Cinco cidades, no Ceará, não alcançaram 80% da meta definida para segunda dose e 17 municípios conseguiram imunizar 100% ou mais do público alvo. Foto: Divulgação Vacinação de quilombolas.

Desse total, 17 cidades registraram índices de vacinação igual ou superior a 100%. São elas: Acarape; Altaneira; Aracati; Crateús; Croatá; Ipueiras; Iracema; Milhã; Novo Oriente; Ocara; Parambu; Porteiras; Quixadá; Solonópole; Tauá; Tururu e Uruburetama.

Os dados da Sesa mostram que cinco cidades tiveram índices de vacinação inferiores a 80% de segunda dose, por ordem alfabética: Coreaú (69,2%); Cruz (66,6%); Jardim (74,7%); Pacajus (57,8%); Russas (51,9%).  

A cidade de Russas, no Vale do Jaguaribe, foi a que menos aplicou segunda dose para o povo quilombola (51,9%). Em primeira dose alcançou um índice de 88,7%.

Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza, foi a segunda cidade que menos aplicou segunda dose para o povo quilombola (57,8%), enquanto a imunização de primeira dose chegou a 91,4% para um público total estimado em 432 pessoas.  

Cruz, na região Norte, aparece em terceiro lugar, embora tenha uma meta reduzida de apenas 39 pessoas. O índice alcançado pelo município foi de 66,6%, segundo a Sesa.

O quarto município que obteve menor índice vacinal foi Jardim, no Cariri cearense, que imunizou 74,7% com segundo dose. A meta é de 257 pessoas. Em quinto lugar está Canindé, que tem meta de vacinar 73 quilombolas e imunizou 79,4%.

Outras seis cidades alcançaram índices entre 80% e 90% em segunda dose: Itapiúna (82,4%); Morrinhos (82,8%); Salitre (87,6%); Araripe (88,0%); Marco (88,2%); Caucaia (88,7%); Moraújo (89,8%).   

Acima de 90% e menos de 100,0% há 11 municípios: Acaraú (90,5%); Poranga (90,9%); Potengi (91,2%); Quixeramobim (91,8%); Trairi (92,1%); Monsenhor Tabosa (92,8%); Horizonte (93,8%); Santa Quitéria (94,2%); Tamboril (96,7%); Sobral (97,7%); Pacujá (99,0).  

Legenda: De acordo com a Coordenação Estadual dos Quilombolas no Ceará (Cequirce), há cerca de 15 mil quilombolas em 86 comunidades rurais no Estado. Foto: Divulgação, Vacinação de quilombolas. 

DIVERGÊNCIAS - Em abril passado, gestores questionaram divergências entre a meta estabelecida pela Sesa e a existência real de população quilombola. A prefeita de Quiterianópolis, Priscila Barreto, esclareceu, na época, que segundo levantamento de associações de moradores só há 511 quilombolas que se autodeclararam, mas a Sesa enviou vacina para 1.380 pessoas desse grupo.

Atualmente, a meta da Sesa indica 660 quilombolas em Quiterianópolis “Como poderíamos vacinar mais de 1.300 pessoas desse grupo prioritário se não existe essa quantidade?”, questionou a gestora, Priscila Barreto.

LEIA MAIS Serão selecionados profissionais para os cargos de coordenador, supervisor, vacinador, registrador e cadastrador.

O mapa de vacinação da Sesa revela ainda distorções porque há casos em que o índice de vacinação de quilombolas ultrapassa 80%. Em Aracati, por exemplo, a meta é de 32 pessoas, mas foram vacinados em primeira dose 373 (1.165% da meta) e em segunda, 277 (865,0%).

A presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Consems), Sayonara Cidade, esclareceu que no início do Programa Nacional de Imunização, o Ministério da Saúde apresentou metas com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que é auto declaratório, mas para a “vacinação houve necessidade de comprovação e, por isso, houve divergência entre dose recebida e aplicada”.  

Para a presidente do Cosems, “o índice de vacinação de 95% é excelente”. Ela não soube explicar o porquê de queda entre o quantitativo de imunizados entre primeira e segunda doses. “Pode haver medo, desistência, ideia errônea de que só uma dose é suficiente”, ponderou. DN.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Solonopole e 36 cidades do Ceará não receberão novas doses de vacina contra Covid até atingirem meta

Foto: Divulgação/Governo do Ceará. Ação foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). As doses recebidas hoje pelo Estado já não serão repassadas aos municípios da lista de retenção.

Por determinação judicial, 37 municípios cearenses não receberão novas doses de vacinas contra a Covid-19 até atingirem meta de 85% de vacinação das primeiras doses já recebidas. A medida foi anunciada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) na noite desta quinta-feira (1º).

Ação foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Decisão já impacta o 12º lote de imunizantes que chegou ao Estado nesta quinta, com 371 mil doses. Carregamento contém 344 mil doses de CoronaVac e 27.750 de AstraZeneca.

À medida que os municípios foram alcançando o índice, as doses poderão ser enviadas, segundo estabeleceu o TRF-5.

VEJA A LISTA DE MUNICÍPIOS QUE NÃO ATINGIRAM A META Aquiraz Itaitinga Apuiarés Caucaia Acarape Guaiúba Maracanaú Amontada Itapipoca Trairi Tururu Umirim Pedra Branca Solonópole Iracema Catunda Coreaú Massapê Santana do Acaraú Senador Sá Juazeiro do Norte Cascavel Horizonte Pacajus Cruz Jijoca de Jericoacoara Morrinhos Parambu Novo Oriente Quiterianópolis Barro Altaneira Antonina do Norte Araripe Potengi Salitre Tarrafas. Com informações do Diário do Nordeste.

terça-feira, 5 de maio de 2020

TRABALHA EM SOLONOPOLE Médicos recém-formados na pandemia: Sair de casa para resguardar a família

Alberto Leitão é um dos novos profissionais que prestam atendimento a pacientes com coronavírus em Fortaleza. Eles atuam em unidade de retaguarda, UPAs e Samu.

METRO - Na contramão do pedido dos pais, Alberto Leitão, 26, optou por assumir o posto de médico generalista uma semana após a formatura. Diante da incidência dos casos, os genitores temiam que ele se contaminasse e levasse o vírus para dentro de casa. Apesar do temor, o profissional aceitou o trabalho na Capital e em Solonópole, município a 277km de Fortaleza. A decisão, no entanto, foi seguida de outra: sair de casa e alugar um apartamento para resguardar a família.

"Dá até um nó na garganta quando falo sobre isso porque domingo agora foi a última vez que tive contato com meus pais e minha irmã de sete anos. Não sei quando isso vai se resolver, por isso, achei melhor alugar um apartamento com outras três colegas que também estão trabalhando na linha de frente", conta.

Ele conseguiu vaga em duas unidades de saúde de Solonópole após indicação de uma amiga. No hospital municipal, o plantão é de 24 horas e nos outros três dias, atende durante oito horas no posto de saúde. Aos fins de semana, Alberto faz o expediente em UPAs de Fortaleza.

Quando voltar da cidade para a Capital na próxima sexta-feira (8), o médico já irá para o novo imóvel. A saudade de casa, ele diz, será "inevitável", mas entende que foi uma medida acertada.

"Foi uma decisão de autocuidado, mas foi também muito maior de cuidado com os meus pais, porque minha mãe tem obesidade, e o meu pai, hipertensão", explica.

Antes da pandemia, Alberto planejava se especializar em anestesiologia. O curso passou a ser um plano para o futuro. "Vou atrasar esse sonho para o próximo ano". Até lá, ele continuará se dividindo entre a Capital e o interior. "Fiquei assustado com essa ideia no início, porque há muitos casos confirmados da Covid-19, mas também estou atendendo muita gente com crise de ansiedade na emergência. Eles se mostram preocupados com a doença. E em Fortaleza, as UPAs estão lotadas", diz.
Redação DN.