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domingo, 16 de fevereiro de 2025

Deputado Leonardo Pinheiro junto com os governos Gildecarlos e Elmano entrega obras em Betania Deputado Irapuan Pinheiro

Um Centro de Educação Infantil e uma Areninha para a população do distrito de Betânia, em Deputado Irapuan Pinheiro, foram entregados pelo governo do Ceará. Na cerimônia de entrega, o governador Elmano de Freitas também assinou ordem de serviço, com investimento de mais de R$ 14 milhões, para o início das obras de pavimentação asfáltica das rodovias CE-275 e CE-371. Somando as quatro intervenções, são mais de R$ 16,5 milhões aplicados no município. Os dois espaços entregues representam aproximadamente de R$ 2,43 milhões.

As estradas que serão pavimentadas compreendem dois trechos, com extensão total de 10,86 km. O primeiro é um acesso de 7,84 km interligando a sede de Deputado Irapuan Monteiro ao distrito de Baixio, via CE-275; o segundo contorna o município pela CE-371, tendo 3 km. A CE-275 permitirá que as famílias de Baixio cheguem mais rápido ao centro municipal, e a CE-371 vai retirar o tráfego de veículos pesados de dentro de Irapuan Pinheiro. Texto: Governo do Ceará.

Deputado Leonardo Pinheiro falou "da satisfação e da alegria de ser um político aqui muito vinculado aqui região de Irapuã milhã solonópole nós Considerando o povo todos conterrâneos e poder estar junto com o governador Elmano de Freitas tá trazendo esses importantes benefícios aqui para a população e Deputado Irapuan Pinheiro traz um CEI - Centro de Educação Infantil uma obra de dois milhões de reais que vai poder dar uma assistência muito grande as nossas crianças, traz areninha que faz alegria e a saúde das pessoas e em especial a ordem de serviço daquele asfalto que vai ligar de Deputado Irapuan Pinheiro até o Distrito de baixio uma grande luta minha juntamente com o prefeito Gildecarlos Pinheiro e que agora sai do papel e se torna realidade. Benefício tão importante pro povo de todo o município especial realizando esse grande sonho de Baixio. parabenizo aqui o Gildecarlos, o nosso vice-prefeito que é um grande amigo nosso amigo Valdecir presidente da Câmara seu wiris todos os secretários aqui pela sede do município passar para a região no centro sul todas elas vão ter o benefício desse asfalto é uma transformação muito grande na qualidade de vida daquele povo. DISTRITO ASSUNÇÃO Benefício para toda região aquelas localidades aquelas comunidades que ficam depois de baixio vão poder ter acesso a sede de Deputado Irapuã Pinheiro poderão ter acesso a milhão por exemplo a copiara Iguatu tendo em vista que tem que vim", concluiu o parlamentar.

Assistam a entrevista ao radialista e jornalista Antonio Elanio, na integra.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Relator na Câmara comemora aprovação da MP 927: “Instrumento para evitar desemprego e colapso econômico”

Foto: Agência CâmaraAprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (17), o texto-base da MP 927 traz, na avaliação do deputado Celso Maldaner (MDB-SC), mais segurança jurídica e complementa MP 936, de teor semelhante. Segundo o relator, o placar amplo a favor da alteração temporária das regras trabalhistas durante a pandemia mostra que os parlamentares concordam com a necessidade de socorrer empresas e trabalhadores.

“Ela [MP 927] só vale durante a pandemia. As centrais sindicais são contrárias, mas é um instrumento que dá mais flexibilização à legislação durante a pandemia para evitar o desemprego”, pondera. 

O texto, editado pelo governo federal em março, permite redução de salários, antecipação de férias e de feriados, concessão de férias coletivas, teletrabalho e compensação de horas acumuladas em banco de horas também nos fins de semana, levando em conta o período de calamidade pública, em vigência até dezembro deste ano. 

Em seu parecer, Maldaner incluiu emendas apresentadas pelos parlamentares, como permissão do desconto de férias antecipadas e usufruídas das verbas rescisórias no caso de pedido de demissão, se o período de aquisição não tiver sido cumprido pelo trabalhador. O parlamentar também retirou a necessidade de concordância por escrito do empregado na antecipação dos feriados religiosos, o que era exigido pelo texto original enviado pelo Executivo. 

O deputado Celso Maldaner garante que a proposta não fere a Constituição e lembra que os empresários são dispensados, excepcionalmente, de burocracias e do recolhimento de FGTS. 

“Medida provisória não pode mexer na Constituição. O principal objetivo é não perder emprego. Sem essas medidas, vamos entrar em colapso econômico. Temos que fazer o possível para dar essa segurança jurídica durante a pandemia”, reforça o relator.

MP 936 Espécie de extensão da MP 927, a MP 936, que autoriza a redução de salários e da jornada de trabalho ou a suspensão do contrato, foi aprovada nessa semana no Senado e aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Com isso, as empresas podem cortar 25%, 50% ou 70% do salário e da jornada dos funcionários, preservando o salário-hora. Além disso, o texto prevê a suspensão contrato de trabalho de forma temporária. Nesses casos, o governo federal complementa a remuneração com base no seguro-desemprego.

A primeira parcela do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, criado pela MP 936, será liberada em até 30 dias após o acordo, devidamente informado pelo empregador ao Ministério da Economia. 

Segundo o relator da matéria, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), até 20 milhões de empregos podem ser preservados até o fim do ano. Até o momento, de acordo com o Ministério da Economia, 10,6 milhões de brasileiros deixaram de ser demitidos. 

Para a especialista em direito tributário Karolen Gualda Beber, as medidas aprovadas pelo Legislativo tendem a dar novo fôlego a quem depende do próprio negócio para sobreviver. “O programa de emprego e renda, por exemplo, trouxe várias possibilidades para as empresas de manterem os contratos de trabalho de seus empregados mesmo tendo, muitas vezes, que fechar as portas”, indica. 

Karolen Beber ressalta que empreendimentos classificados como atividades não essenciais também tiverem a oportunidade de adotar o programa. “Os empregadores puderam se valer da suspensão de contratos de trabalho, de redução de jornada e de salário. No meu entender, é algo positivo”, avalia. 

A especialista reconhece que as contrapartidas para os funcionários podem não ser “suficientes”, mas que essa é a única alternativa de muitas empresas. “Isso para manter os contratos. Manter os benefícios, as atividades e o percentual de pagamento de seus empregados, tudo isso ainda é pesado”, completa.

A MP 927, aprovada na Câmara, ainda precisa do aval dos senadores e da sanção do presidente da República para continuar em vigência.
Fonte: Leia mais e ouçam os audios aqui.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Engenho a tração animal em Solonópole prioriza tradição a lucro no Sertão do Ceará

Imagem relacionadaFoto: Ilustração. Em Solonópole, família de agricultores usa a "junta de boi", há 85 anos, para moer a cana-de-açúcar. Os animais são bem alimentados e substituídos a cada 3 horas para descanso. Por dia, são produzidas 200 rapaduras à moda antiga.

REGIÃO - A fumaça na fornalha pode ser vista de longe. O cheiro do "caldo" cozinhando também é sentido nas primeiras horas da madrugada. É por volta de uma hora da manhã que os primeiros bois são amarrados pelo chifre para dar a tração da moenda.

O trabalho em ritmo lento vai até as 16 horas. Paralelo a isso, homens e mulheres se revezam nas caldeiras e formas para produzir a rapadura. O cenário narrado parece algo do século passado, mas pode ser visto hoje no Sítio Veneza. na zona rural de Solonópole.

O engenho por tração animal surgiu a partir da escassez hídrica, no século XVIII. Décadas depois, com o desenvolvimento tecnológico, os animais foram substituídos por vapor, diesel e eletricidade.

No entanto, a família Coelho mantém a tradição iniciada há 85 anos ininterruptos. O lucro do engenho é pequeno - ou talvez nem exista. São fabricadas 200 rapaduras por dia. A carga, para 100 unidades, é vendida entre R$ 600 a R$ 800. O valor líquido, quando dividido entre todos os membros da família que trabalham no engenho, é pequeno.

Mas o que importa, para eles, é reunir a família no engenho. "É um momento de confraternização, de estreitar ainda mais os laços. Hoje o mundo está tão globalizado e tecnológico que quase não há mais interação entre os parentes", diz o agricultor Raimundo Nonato Coelho, que conduz os trabalhos no tradicional engenho de Solonópole.

As atividades são feitas em conjunto. Alguns alimentam os animais, enquanto outros transportam a matéria-prima no lombo do burro.

Na própria estrutura, um deles conduz os bois, enquanto o caldo segue por um cano por baixo da terra até chegar no tanque. O líquido vai para as caldeiras, onde o calor, misturando sem parar, vai dando a consistência necessária para ser levado às formas. Lá "descansa" até se tornar a popular rapadura. Enquanto isso, duas mulheres, de forma exaustiva, puxam e esticam a massa para fazer o alfenim (doce de massa branca).

O engenho foi construído em 1928 e produziu até 1932, ano no qual houve uma grande seca que afetou o cultivo de cana-de-açúcar e matou parte do gado. Dois anos depois, a fabricação artesanal foi retomada e nunca mais parou. Nem mesmo a chegada da energia elétrica na comunidade, em 1998, foi capaz de substituir o trabalho dos animais.

"De 1960 para cá, era ferro, mas antes era tudo de pau. Tudo de madeira. Não tinha parafuso. Era essa tradição. Sempre no boi. Acho que quando a gente parar, não vai ter mais em canto nenhum. É difícil. Aqui é só para manter a tradição. Tem até muito motor de engenho parado. Se quisesse, comprava, montava, mas a gente luta para manter como deixou meu avô", explica o agricultor Raimundo Nonato.

O costume de unir a família para moer a cana sempre foi um momento singular, mas que não gera lucro também para a família do agricultor Erasmo Carvalho. "Se botar na ponta do lápis, não dá rendimento nenhum. Mas a tradição faz a festa. Isso é a coisa melhor do mundo". Este, mesmo reconhecendo a agilidade dos engenhos "motorizados", romantiza o barulho da cana-de-açúcar quebrando.

"No engenho de pau, ouvia de longe", lembra. A ansiedade para reunir a família nesse período é maior nos últimos dois anos, já que o "inverno" ajudou na produção. "Teve anos de estiagem que fracassou muito. Do ano passado para cá, foi melhor", afirma a agricultura Lúcia Maria Coelho. A intenção é que os mais jovens continuem com este trabalho.

"Meus meninos, mesmo trabalhando fora, tentam ajudar", pontua a também agricultura Erivônia Fernandes da Silva. Ela ressalta o "bom tratamento" dado aos animais, sempre alimentados com ração para trabalhar por até três horas. Depois disso, a "junta de boi" é trocada por outros que estão descansados. "Sem os bois, não tem nada", garante o agricultor Manoel Cláudio Coelho.

Cultura - Do ponto de vista educativo, o historiador Sérgio Pinheiro acredita que esta tradição é importante para que os mais jovens percebam como era o trabalho na maioria dos engenhos até o século XIX. "É a preservação cultural. Muito raro encontrar um assim", conta.

Manter a tradição em detrimento do lucro não é uma opção considerada pela maioria. No Sítio Macacos, zona rural de Lavras da Mangabeira, o engenho da família Holanda, que já alcança dois séculos, se mantém de pé como o único no Município graças ao desenvolvimento tecnológico, já que iniciou com a tração animal, passou pelo motor a diesel e, hoje, tem moenda movida com energia elétrica.

Apesar do avanço tecnológico, o engenho mantém alguns processos "às antigas", como a produção do mel, rapadura, batida e alfenim. Lá, tudo é bem definido e as funções tradicionais do "cacheador", "caldereiro", "corta mel" e "trombador" permanecem como no século passado. Tudo é orquestrado por José Wilson, de 62 anos de idade, e que há décadas trabalha na produção de rapadura e doces. Tanta experiência lhe rendeu o título de mestre da rapadura.

"Antes de chegar a mestre, eu passei por todos eles. Você precisa aprender tudo para se tornar um mestre", explica. No engenho em que trabalha, são fabricadas até 1.500 rapaduras por dia, que são vendidas para Várzea Alegre, Cedro e Icó. Diferente do engenho de Solonópole, este consegue gerar lucro, garante Wilson.
Por Antonio Rodrigues -VM.