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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Nove das 11 cidades em situação de emergência estão em áreas onde deve chover abaixo da média

Escrito por Redação, regiao@svm.com.br / . Atualizado às 05:52.

A probabilidade de agravamento da crise hídrica desanima moradores. Em Cedro, comunidades rurais dependem de ações públicas para ter acesso à água.

"A peleja vai continuar". O desabafo da agricultora Sandra Batista, 39, moradora da comunidade Recanto do Odilon, na zona rural do Cedro, ecoa pelo Sertão cearense. A localidade onde ela vive está situada no Centro-Sul, uma das zonas mais críticas do Estado, cujo acesso a água é reduzido. Na última quarta (20), quando a Funceme anunciou probabilidade de 50% de chuvas abaixo da média nos próximos três meses, muitos se perguntaram: "E agora?" Essa indagação foi feita por Sandra.

Cidades do Sertão cearense preveem agravamento da crise hídrica com possibilidade de chuvas escassas

Ceará tem chuva em 121 municípios; Crateús registra precipitação de 78 mm

SRH prevê transporte das águas do São Francisco a partir de março

"A realidade de secas extremas será cada vez mais recorrente no Ceará", alerta titular da SRH

Ela conta que há anos "sobrevive graças a água de cisterna e carros-pipas". Nos últimos dois anos, rememora a sertaneja, "a chuva até que foi boa, mas a terra estava muito seca, foram muitos anos de estiagem". Desta forma, a equação não bateu. Até choveu, mas não foi o suficiente para garantir recarga em parte dos açudes cearenses.

"Não tem água. Nem nos poços tem água. A turma cava e não acha nada. Tem seca que a gente anda 20 km para encontrar água. É muito sofrimento. A situação é muito difícil. A gente se apega em Deus para que a situação melhore", relata Rosilvado Gomes Ferreira, 51, também morador da zona rural do Cedro.

O Município integra a lista das cidades cujo governo Federal reconheceu situação de emergência, por decorrência da seca. Além de Cedro, estão Deputado Irapuan Pinheiro, Itapajé, Jaguaretama, Madalena, Milhã, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Parambu, Quixeramobim e Solonópole.

Todos eles estão em regiões "em que as chuvas devem continuar bem escassas", conforme pontuou o secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira.

Essas onze cidades terão acesso a recursos federais para ações de socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais. O apoio, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), é complementar à atuação dos governos estaduais e municipais. Em Cedro, Marcos Pitombeira, chefe de gabinete da Prefeitura, disse que o "Município tem investido na perfuração de poços e cisternas, além de ofertar assistência por meio de carros-pipas".

Crise hídrica - Além das cidades com situação de emergência declarada, há aquelas que enfrentam crise de abastecimento urbano. Segundo o último levantamento da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), realizado em setembro do ano passado, eram seis cidades nesta situação: Choró, Caridade, Mulungu, Salitre, Pedra Branca e Monsenhor Tabosa, única que está inclusa nas duas listas. Hoje (22), Cagece e Cogerh se reúnem para atualizar esse cenário.

O diretor de Operações para o Interior da Cagece, Hélder Cortez, frisou que o objetivo da avaliação é "além de atualizar os dados, traçar metas e avaliar o risco de crise hídrica caso ocorram recargas inexpressivas nos açudes estratégicos para o abastecimento das cidades na próxima quadra chuvosa".

O atual cenário é menos delicado do que o verificado há um ano, quando a lista tinha 11 cidades: Acopiara, Itapiúna, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Parambu, Piquet Carneiro e Salitre, que têm sistemas geridos pela Cagece. Iguatu, Icó, Milhã e Quixeramobim, com sistemas geridos por unidades autônomos, os SAAEs.

Baixa recarga - Pedra Branca e Monsenhor Tabosa têm uma das situações mais complicadas do Ceará. O Açude Trapiá, no primeiro município, acumula apenas 1,1%. Em Monsenhor Tabosa, o açude de mesmo nome permanece seco. A cidade com aproximadamente 17 mil habitantes tem sido abastecida por cerca de 30 poços profundos perfurados pelo governo do Estado nos últimos três anos.

"Essas regiões mais críticas têm tido atenção especial por parte do governo. Avançamos com a escavação de poços, construção de açudes e instalação de adutoras. O objetivo é alcançar uma gestão hídrica cada vez mais eficiente para, ao longo dos anos, dependermos menos da água da chuva", concluiu Teixeira. Fonte: DN.

domingo, 29 de outubro de 2017

Prisão por desobediência a Lei Seca em Milhã

A VTR 1161, realizavam ronda na localidade de bairro Bom Acerto nesta cidade  de Milhã no interior do Ceará quando abordaram c.s.b. 22 anos, estudante, O mesmo conduzia a motocicleta Honda 150 Titan, Cor Vermelha, de placa OSG-6195 e estava visivelmente com sintomas de ter feito uso de bebida alcoólica sendo conduzido juntamente com sua motocicleta, a DRPC de Senador Pompeu para procedimentos cabíveis, onde foi autuado pelo Art 306 do CTB e a motocicleta supracitada apreendida na noite de ontem dia 28/10/2017, por volta das 22h00min. Com informações do Copom/Policia Militar.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

SECA Governo decreta situação de emergência em mais 50 cidades do Ceará

Os nomes dos municípios foram publicados nesta sexta-feira, 27, no Diário Oficial do Estado.

O Governo do Ceará publicou nesta sexta-feira, 27, no Diário Oficial do Estado, a lista de mais 50 cidades cearenses em situação de emergência por causa da seca.

“O Governo do Estado do Ceará, no uso das atribuições que lhe confere o art.88, inciso IV e XIX, da Constituição do Estado, [...] estabelece os procedimentos e critérios para a decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública; Considerando que a irregularidade das chuvas e as elevadas temperaturas vêm comprometendo o armazenamento de água, causando sérios problemas ao abastecimento, inclusive para o consumo humano e animal, desde o ano de 2012, reduzindo o padrão de qualidade de vida da população; Considerando competir ao Estado a preservação do bem-estar da população nas regiões atingidas por eventos adversos causadores de desastres, para, em regime de cooperação, combater e minimizar os efeitos das situações de anormalidade”, diz o documento.

De acordo com o Diário Oficial, confirma-se a mobilização do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), no âmbito do Governo do Estado, para prestar apoio complementar aos Municípios afetados, sob coordenação da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, nas ações de resposta à seca.

Segue a lista dos noves municípios cearenses em situação de emergência: Aiuaba, Alto Santo, Antonina do Norte, Aracati, Araripe, Banabuiú, Barro, Barroquinha, Beberibe, Boa Viagem, Campos Sales, caridade, Cascavel, Caucaia, Chorozinho, Crateús, Deputado Irapuan Pinheiro, Ererê, Fortim, Granja, Independência, Ipu, Iracema, Itatira, Jaguaretama, Jaguaribe, Jati, Jucás, Limoeiro do Norte, Milhã, Miraíma, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Morada Nova, Orós, Pacatuba, Pedra Branca, Penaforte, Pentecoste, Piquet Carneiro, Quixadá, Quixeramobim, Saboeiro, Sobral, Solonópole, Tamboril, Tarrafas, Tauá e Trairi.
(Foto Fabio Lima / O POVO). Redação O POVO Online.

sábado, 24 de junho de 2017

Doze cidades cearenses só têm água garantida até julho

Resultado de imagem para acude boqueirao solonopoleFoto Youtube Boqueirão\Solonopole. Reservatórios de outros 24 municípios vão atingir o volume morto até outubro. Perspectiva para 2018 não é boa, diz secretário.

Mananciais de 36 municípios do Ceará devem atingir volume morto entre agosto e outubro. Doze dessas cidades, que já estão em situação crítica, devem ter abastecimento só até o próximo mês. Por isso, medidas emergenciais para a garantia de água nesses locais são estudadas pelo Governo do Estado.

Segundo o secretário das Cidades, Jesualdo Farias, “a perspectiva para 2018 também não é das melhores”. Jesualdo participou ontem da reunião do Conselho Estadual das Cidades (Concidades), que discutiu a situação hídrica do Ceará.

Para suportar um possível sétimo ano de seca, soluções foram debatidas no encontro, com conselheiros do Concidades e representantes da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

Ações emergenciais contra a seca foram apresentadas, considerando ainda iniciativas de grande porte, como a transposição do rio São Francisco — cujas águas devem chegar ao Sul do Estado em fevereiro de 2018 — e projetos de dessalinização e reúso de água.

Açudes como Vieirão (Boa Viagem), Serafim Dias (Mombaça) e Poço da Pedra (Campos Sales) já são considerados totalmente secos pelo Estado. Por enquanto, segundo a Cogerh, os 12 municípios com situação mais crítica são atendidos por carros-pipa. Para evitar o colapso, dezenas de poços devem ser perfurados no próximo mês.

Conforme Hélder Cortez, diretor da Unidade de Negócios do Interior, da Cagece, o Estado “desenvolve uma solução para cada cidade que tem problema de abastecimento”. Dentre os 12 municípios mais prejudicados com a falta de água, Catarina, Boa Viagem, Iracema, Pereiro, Potiretama e Granjeiro podem receber adutoras de montagem rápida (AMRs). Os equipamentos ainda estão em planejamento.

“O importante é planejarmos água até a próxima quadra chuvosa e aguardar a previsão para 2018”, disse Hélder, ressaltando que o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) está “garantido para este ano”. Projeto

Para contornar a baixa perenização dos rios e diminuir a vulnerabilidade dos cursos de água, Bruno Rebouças, assistente da Diretoria de Operações da Cogerh, apresentou, na reunião, o projeto Malha d’Água. A iniciativa deve ser lançada em breve pelo órgão. “A gente não espera só pela água das chuvas. Estamos tomando medidas para aumentar nossa capacidade de resistência. Em condições normais, perenizamos 2,5 mil quilômetros de rio, hoje, menos de 600. Com adutoras, cidades poderão ser ligadas a mananciais que tenham resiliência a longos períodos de estiagem, para diminuir essa perda”, antecipou Bruno.

Saiba mais - Os 24 municípios cujos mananciais devem secar entre agosto e outubro são: Alto Santo, Apuiarés, Aratuba, Baixio, Cariús, Catunda, Icó, Ibaretama, Ipaumirim, Itapiúna, Jaguaruana, Jucás, Limoeiro do Norte, Milhã, Monsenhor Tabosa, Mulungu, Pacoti, Palmácia, Potengi, Salitre, São Luís do Curu, Solonópole, Tamboril e Umari.

A usina de dessalinização cearense, a primeira do Brasil, deve ter capacidade de gerar, por segundo, 1m³ de água para a rede de abastecimento, o equivalente a 12% do consumo de Fortaleza. A expectativa é de que a partir de 2020 o uso desta água seja possível, segundo Jesualdo Farias. O Governo aguarda retorno do Tribunal de Contas do Estado (TCE), até o próximo dia 30, para dar prosseguimento ao edital de estudos de implantação da usina, suspenso em maio.
LUCAS BRAGA em Opovo.com.br

sábado, 22 de fevereiro de 2014

FESTAS NO INTERIOR Municípios em crise vão gastar até R$ 11,7 mi

Financiado com dinheiro público, período momino no Interior do Ceará é foco de fiscalização do TCM
Levantamento do O POVO em licitações para festas de Carnaval em municípios do Interior mostra que, mesmo sob restrições dos olhos fiscalizadores, prefeituras se preparam para investir na contratação de grandes bandas.
Mesmo sob olhares próximos dos órgãos de fiscalização, trinta e quatro municípios do Ceará em situação de emergência se preparam para gastar R$ 11,7 milhões em festas de Carnaval nas próximas semanas. A informação tem base em levantamento do O POVO no portal de licitações do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Como outros 29 municípios publicaram concorrências para festas de Carnaval, mas não estipularam valores para os contratos, o volume total de gastos pode ser muito maior.
Marchinha de Carnaval, blocos na rua e dedinho pro alto, nem pensar. Na maioria dos casos, o valor se refere ao pagamento de cachês para grandes bandas de forró, axé e outros gêneros populares. Alguns municípios vão além e incluem desde competições de paredões a shows pirotécnicos. Todos os municípios listados pela reportagem (ver quadro), no entanto, integram a relação de cidades em situação de emergência por causa da seca.
Uma das festas com valor estipulado mais alto, o Carnaval de Tianguá - na região Norte do Estado - prevê realização de quinze shows, dois deles de “bandas conhecidas nacionalmente”. Entre as sugestões feitas pela administração, está a banda Garota Safada. O grupo também é cobiçado pelas Prefeituras de Mauriti e Acopiara, que cortaram caminho e garantiram apresentação da banda de Wesley Safadão com dispensas de licitação.
Outros grupos como Aviões do Forró, Calcinha Preta e Banda Magníficos também surgem recorrentemente em destaque nas licitações de prefeituras do Interior. Um pouco mais tradicional, o Município de Acarape preferiu optar por um festival religioso em R$ 109,1 mil.
“Há exagero” - Ao longo dessa semana, Ministério Público do Ceará (MP-CE) notificou as gestões de Icapuí e Santa Quitéria sobre o assunto. Na segunda-feira, o TCM enviou fiscais para 52 municípios, para investigar possíveis exageros nos contratos para as festas.

“Com dois anos de seca, e com previsão de inverno difícil, não é razoável que se invista tanto em festa. Nós vimos que há exagero”, afirma Francisco Aguiar, presidente do TCM. Segundo ele, prefeitos que comprometerem receitas das cidades com festas serão alvo da Corte de Contas.
Após o início das ações do TCM, as prefeituras de Maranguape, Solonópole, General Sampaio, Limoeiro do Norte, Guaiuba, Hidrolandia, Barro, Aurora, Itapajé e Farias Brito cancelaram suas festas de Carnaval.
Serviço
Confira os editais de festas de Carnaval
Na caixa de busca do canto direito da página, digite “Carnaval” e selecione o município desejado
Saiba mais
Confira o valor estipulado das licitações
Abaiara - R$ 142,9 mil
Acarape - R$ 109,1 mil
Acopiara - R$ 646 mil
Apuiarés - R$ 143,7 mil
Antonina do Norte - R$ 148 mil
Aracoiaba - R$ 298,3 mil
Banabuiu - R$ 109,2 mil
Brejo Santo - R$ 263,7 mil
Camocim - R$ 947,9 mil
Capistrano - R$ 168,6 mil
Carnaúbal - R$ 547 mil
Cascavel - R$ 579,5 mil
Forquilha - R$ 524,7 mil
Granja - R$ 837 mil
Icapuí - R$ 118,5 mil
Jaguaretama - R$ 63,4 mil
Jaguaruana - R$ 678,1 mil
Jati - R$ 161,3 mil
Mauriti - R$ 578,8 mil
Mulungu - R$ 50,8 mil
Ocara - R$ 78,9 mil
Orós - R$ 498,1 mil
Pindoretama - R$ 305,7 mil
Piquet Carneiro - R$ 125,4 mil
Quixadá - R$ 379 mil
Quixeré - R$ 404,2 mil
Santa Quitéria - R$ 400 mil
S.João do Jaguaribe - R$ 65,4 mil
Senador Pompeu - R$ 284 mil
Senador Sá - R$ 98,4 mil
Sobral - R$ 260,8 mil
Tianguá - R$ 903,7 mil
Uruburetama - R$ 77,6 mil
Várzea Alegre - R$ 729 mil
Alcântaras, Aracati, Baixio, Groaíras, Ibiapina, Ipu, Iracema, Itapipoca, Itaiçaba, Iracema, Jaguaribe, Maracanaú, Milhã, Moraújo, Nova Russas, Orós, Pacajús,Pacoti, Palhano, Palmácia, Paraipaba, Pentecoste, Reriutaba, Santana do Acaraú, Tabuleiro do Norte, Tauá, Trairi, Ubajara e Viçosa do Ceará lançaram licitações para carnaval, mas não definiram os valores para a festa.