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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Bancada do PMDB no Senado discute setor elétrico com ministro

A bancada do PMDB no Senado deu início, nesta terça-feira (10), a realização de reuniões periódicas que deverão colocar em discussão temas relevantes para o País e, eventualmente, que possam envolver projetos em tramitação na Casa. O primeiro encontro aconteceu com a participação do Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB-AM), nas dependências da própria pasta.

De acordo com o líder Eunício Oliveira (CE), a escolha do tema se justificou pela preocupação permanente da população em relação ao setor elétrico e as garantias do governo de que o sistema conseguirá atender a demanda.   


Como forma de esclarecer dúvidas em relação ao cenário energético brasileiro e compartilhar dados relevantes com a bancada, o ministro Eduardo Braga explicou que a pasta está realizando um grande esforço de planejamento de curto, médio e longo prazos para garantir um setor ainda mais seguro para os próximos anos. 


Ao comparar o racionamento de energia em 2001, Braga assegurou que o que diferencia daquele momento para o atual é que apesar de os reservatórios estarem agora com menor nível do que na época do racionamento, o setor passou a depender menos de fonte hídrica. 


“O que nos permite enfrentar essa crise de falta de água é a diversidade da matriz energética”, disse, se referindo a expansão de fontes de energia como as termelétricas a gás e a carvão mineral, biomassa, destacando ainda as fontes alternativas, como a eólica e solar.


Como forma de ampliar a expansão do setor, o ministro assegurou a geração de mais 40 mil MW de energia até 2019, sendo 6.400 MW de energia nova somente este ano. Eduardo Braga também destacou o crescimento do sistema de transmissão de energia, ressaltando os grandes investimentos e interligação entre as regiões. 


O ministro informou que um dos grandes entraves para que as obras sejam agilizadas e entregues a tempo é a burocracia para liberação de licenças ambientais.  

Nordeste: Segundo o ministro, o risco do Nordeste enfrentar um racionamento de uso de energia é zero. Isso porque, apesar de registrar um menor nível nas reservas do São Francisco, o investimento em outras fontes de energia garante o fornecimento da região. 


“O setor hoje é muito diversificado e agora estamos ampliando mais. Estamos entrando num sistema elétrico moderno com uma grande diversidade de matriz energética e com um sistema de transmissão amplo. No Nordeste o risco de racionamento é zero graças a geração de energia térmica, eólica e de biomassa”, afirmou.

Presente na reunião, o ex-ministro de Minas e Energia Edson Lobão, enalteceu o trabalho que vem sendo exercido pelo atual gestor da pasta e defendeu os investimentos feitos durante os governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. Lobão refutou as críticas de que o setor não faz planejamento. “Antigamente o Brasil não tinha uma linha de transmissão adequada para a época (antes do governo Lula). Antes não tinha planejamento, hoje temos”, afirmou.


O ministro Eduardo Braga ainda colocou a pasta a disposição do legislativo para que novos projetos possam ser elaborados como também pediu o apoio da bancada para que as ações planejadas e com orçamento a ser aprovado pelo Congresso também tenham a atenção dos senadores. Braga ainda informou que amanhã estará reunido com a presidente Dilma Rousseff para apresentar novas ações da pasta que aguardam somente aprovação para que sejam executadas.

Também participaram da audiência as senadoras Sandra Braga, Simone Tebet e Rose de Freitas além dos senadores Dário Berger, Garibaldi Alves, João Alberto, Roberto Requião, Waldemir Moka, Ricardo Ferraço, José Maranhão, Luiz Henrique, Romero Jucá e Valdir Raupp. www.eunicio.com.br

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